O GOL MAIS BONITO DE PELÉ.
18 outubro 2010
23 setembro 2010
MAQUIADORES DO CRIMEOlavo de Carvalho - 20/9/2010
A única reação eficaz à espiral do silêncio é quebrá-la - e não se pode fazer isso sem quebrar, junto com ela, a imagem de respeitabilidade dos que a fabricaram.
Lenin dizia que, quando você tirou do adversário a vontade de lutar, já venceu a briga. Mas, nas modernas condições de "guerra assimétrica", controlar a opinião pública tornou-se mais decisivo do que alcançar vitórias no campo militar. A regra leninista converte-se portanto, automaticamente, na técnica da "espiral do silêncio": agora trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só sua disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, seu mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor.
O modo de alcançar esse objetivo é trabalhoso e caro, mas simples em essência: trata-se de atacar a honra do infeliz desde tantos lados, por tantos meios de comunicação diversos e com tamanha variedade de alegações contraditórias, com frequência propositadamente absurdas e farsescas, de tal modo que ele, sentindo a inviabilidade de um debate limpo, acabe preferindo recolher-se ao silêncio. Nesse momento ele se torna politicamente defunto. O mal venceu mais uma batalha.
A técnica foi experimentada pela primeira vez no século 18. Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filológica que se jogou sobre a Igreja Católica, que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga.
O contraste entre a virulência, a baixeza, a ubiquidade da propaganda anticatólica e a míngua, a timidez dos discursos de defesa ou contra-ataque, marcou a imagem da época, até hoje, com a fisionomia triunfante dos iluministas e revolucionários. Pior ainda: recobriu-os com a aura de uma superioridade intelectual que, no fim das contas, não possuíam de maneira alguma. A Igreja continuou ensinando, curando as almas, amparando os pobres, socorrendo os doentes, produzindo santos e mártires, mas foi como se nada disso tivesse acontecido.
Para vocês fazerem uma idéia do poder entorpecente da "espiral do silêncio", basta notar que, durante aquele período, uma só organização católica, a Companhia de Jesus, fez mais contribuições à ciência do que todos os seus detratores materialistas somados, mas foram estes que entraram para a História - e lá estão até hoje - como paladinos da razão científica em luta contra o obscurantismo. (Se esta minha afirmação lhe parece estranha e - como se diz no Brasil - "polêmica", é porque você continua acreditando em professores semianalfabetos e jornalistas semialfabetizados. Em vez disso, deveria tirar a dúvida lendo John W. O'Malley, org. The Jesuits: Cultures, Sciences, and The Arts, 1540-1773, 2 vols., University of Toronto Press, 1999, e Mordecai Feingold, org., Jesuit Science and the Republic of Letters, MIT Press, 2003).
Foi só quase um século depois desses acontecimentos que Alexis de Tocqueville descobriu por que a Igreja perdera uma guerra que tinha tudo para vencer. Deve-se a ele a primeira formulação da teoria da "espiral do silêncio", que, em extensa pesquisa sobre o comportamento da opinião pública na Alemanha, Elizabeth Noëlle-Neumann veio a confirmar integralmente em The Spiral of Silence: Public Opinion, Our Social Skin (2ª. ed., The University of Chicago Press, 1993).
Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos "elevados", conferindo-lhe uma dignidade que ele não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da "espiral do silêncio". A Igreja do século 18 cometeu esses dois erros, como a Igreja de hoje os está cometendo de novo.
A sujidade, a vileza mesma de certos ataques são planejadas para constranger a vítima, instilando nela a repulsa de se envolver em discussões que lhe soam degradantes e forçando-a assim, seja ao silêncio, seja a uma ostentação de fria polidez superior, que não tem como não parecer mera camuflagem improvisada de uma dor insuportável e, portanto, uma confissão de derrota. Você não pode parar um assalto recusando-se a encostar um dedo na pessoa do assaltante ou demonstrando-lhe, educadamente, que o Código Penal proíbe o que ele está fazendo.
As lições de Tocqueville e Noëlle-Newman não são úteis só para a Igreja Católica. Junto com ela, as comunidades mais difamadas do universo são os americanos e os judeus. Os primeiros preferem antes pagar por crimes que não cometeram do que incorrer numa falta de educação contra seus mais perversos detratores. Os segundos sabem se defender um pouco melhor, mas se sentem inibidos quando os atacantes são oriundos das suas próprias fileiras - o que acontece com frequência alarmante.
Nenhuma entidade no mundo tem tantos inimigos internos quanto a Igreja Católica, os EUA e a nação judaica. É que viveram na "espiral do silêncio" por tanto tempo que já não sabem como sair dela - e até a fomentam por iniciativa própria, antecipando-se aos inimigos.
A única reação eficaz à espiral do silêncio é quebrá-la - e não se pode fazer isso sem quebrar, junto com ela, a imagem de respeitabilidade dos que a fabricaram. Mas como desmascarar uma falsa respeitabilidade respeitosamente? Como denunciar a malícia, a trapaça, a mentira, o crime, sem ultrapassar as fronteiras do mero "debate de idéias"?
Quem comete crimes não são ideias: são pessoas. Nada favorece mais o império do mal do que o medo de partir para o "ataque pessoal" quando este é absolutamente necessário. Aristóteles ensinava que não se pode debater com quem não reconhece - ou não segue - as regras da busca da verdade.
Os que querem manter um "diálogo elevado" com criminosos tornam-se maquiadores do crime. São esses os primeiros que, na impossibilidade de um debate honesto, e temendo cair no pecado do "ataque pessoal", se recolhem ao que imaginam ser um silêncio honrado, entregando o terreno ao inimigo. A técnica da "espiral do silêncio" consiste em induzi-los a fazer precisamente isso.
02 julho 2010
01 abril 2010
Na seqüência, uma série de vídeos do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, promovido pelo Instituto Millenium no dia 1º de março de 2010.
Abertura: Roberto Civita / Min. Hélio Costa
1º Painel = Cenários, Tendências e Práticas na América Latina
ADRIÁN VENTURA (colunista do jornal La Nación - Argentina)
CARLOS VERA (âncora da TV Ecuavisa - Equador)
MARCEL GRANIER (proprietário da RCTV - Venezuela)
Mediador: Marcelo Rech
2º Painel = Ameaças à Democracia no Brasil
DEMÉTRIO MAGNOLI
DENIS ROSENFIELD
AMAURY DE SOUZA
Mediador: Tonico Ferreira
3º Painel = Restrições à Liberdade de Expressão
ARNALDO JABOR
CARLOS ALBERTO DI FRANCO
SIDNEI BASILE
Mediador: Luis Erlanger
4º Painel = Liberdade de Expressão e Estado Democrático de Direito
MARCELO MADUREIRA
ROBERTO ROMANO
Mediador: William Waack
Painel Especial de Encerramento: Democracia & Liberdade de Expressão
ANTÔNIO PALLOCCI
MIRO TEIXEIRA
OTÁVIO FRIAS FILHO
Mediador: Carlos Alberto Sardenberg
PALESTRA DE ABERTURA: ROBERTO CIVITA
Abertura: Roberto Civita / Min. Hélio Costa
1º Painel = Cenários, Tendências e Práticas na América Latina
ADRIÁN VENTURA (colunista do jornal La Nación - Argentina)
CARLOS VERA (âncora da TV Ecuavisa - Equador)
MARCEL GRANIER (proprietário da RCTV - Venezuela)
Mediador: Marcelo Rech
2º Painel = Ameaças à Democracia no Brasil
DEMÉTRIO MAGNOLI
DENIS ROSENFIELD
AMAURY DE SOUZA
Mediador: Tonico Ferreira
3º Painel = Restrições à Liberdade de Expressão
ARNALDO JABOR
CARLOS ALBERTO DI FRANCO
SIDNEI BASILE
Mediador: Luis Erlanger
4º Painel = Liberdade de Expressão e Estado Democrático de Direito
MARCELO MADUREIRA
ROBERTO ROMANO
Mediador: William Waack
Painel Especial de Encerramento: Democracia & Liberdade de Expressão
ANTÔNIO PALLOCCI
MIRO TEIXEIRA
OTÁVIO FRIAS FILHO
Mediador: Carlos Alberto Sardenberg
PALESTRA DE ABERTURA: ROBERTO CIVITA
20 fevereiro 2010
A "ciência lúgubre" (economia) brilha intensamente nesta palestra otimista, quando o economista Alex Tabarrok argumenta que o livre comércio e a globalização estão transformando nosso mundo, até então dividido, numa comunidade que compartilha ideias de forma mais saudável, feliz e próspera do que jamais prevista.
Barry Schwartz faz um apelo entusiasmado à "sabedoria prática" como um antídoto a uma sociedade enlouquecida com a burocracia. Ele argumenta de forma veemente que as regras muitas vezes nos falham, incentivos podem se tornar tiros que saem pela culatra, e que a sabedora prática nos ajudará a reconstruir o mundo.
22 janeiro 2010
13 agosto 2009
O HORROR!!! O HORROR!!!
A sociedade palestina organizada pelo Hamas na Faixa de Gaza supera todos os limites da imaginação ocidental em seu retorno à barbárie. Inspirados na vida de Maomé (que recebeu Aixa, de sete anos, das mãos do pai Abu-Becre, amigo do profeta, para ser sua nova esposa adolescente, como conta Virgil Gheorghiu, em A vida de Maomé), os chefetes do Hamas organizaram, no dia 29 de julho de 2009, naquela faixa de território, um mega-evento de união massiva de militantes adultos com meninas pré-adolescentes. Uma monstruosa “festa do casamento pedófilo”, com 450 enlaces simultâneos.
Autoridades do Hamas, entre as quais Mahmud Zahar, um dos chefetes mais respeitados, estiveram presentes para cumprimentar os felizes barbados e suas noivas-meninas, já perfeitamente convencidas, por toda a sociedade doentia em que nasceram, e em primeiro lugar por suas mães desnaturadas, que deveriam se sentir felizes abusadas em casamento forçado com homens muito mais velhos. Uma prova de humildade, obediência e sacrifício, os mais altos valores ditados por uma religião de paz, amor e bondade.
“Estamos dizendo ao mundo e à América que não podem nos negar alegria e felicidade”, declarou Zahar aos noivos, todos de terno preto, e recentemente liberados do campo de refugiados de Jabalia e, portanto, cheios de amor pra dar. Cada noivo recebeu um dote de US$500 do Hamas, que anunciou que seus trabalhadores também contribuíram com 5% de seus salários para os presentes de casamento. Não deixem de ver o clipe postado no site Road 90 , com as preciosas informações aqui reproduzidas (as declarações no clipe não têm legendas). É simplesmente espantoso: o autor da postagem chama a atenção para uma cena na altura dos 4 minutos, com o desfile dos marmanjos com suas noivinhas, de maquiagem carregada, como se fossem mulheres maduras, prontas para satisfazerem seus homens famintos de sexo no leito nupcial.
fonte: blog do Luiz Nazario: http://escritorluiznazario.wordpress.com/
Autoridades do Hamas, entre as quais Mahmud Zahar, um dos chefetes mais respeitados, estiveram presentes para cumprimentar os felizes barbados e suas noivas-meninas, já perfeitamente convencidas, por toda a sociedade doentia em que nasceram, e em primeiro lugar por suas mães desnaturadas, que deveriam se sentir felizes abusadas em casamento forçado com homens muito mais velhos. Uma prova de humildade, obediência e sacrifício, os mais altos valores ditados por uma religião de paz, amor e bondade.
“Estamos dizendo ao mundo e à América que não podem nos negar alegria e felicidade”, declarou Zahar aos noivos, todos de terno preto, e recentemente liberados do campo de refugiados de Jabalia e, portanto, cheios de amor pra dar. Cada noivo recebeu um dote de US$500 do Hamas, que anunciou que seus trabalhadores também contribuíram com 5% de seus salários para os presentes de casamento. Não deixem de ver o clipe postado no site Road 90 , com as preciosas informações aqui reproduzidas (as declarações no clipe não têm legendas). É simplesmente espantoso: o autor da postagem chama a atenção para uma cena na altura dos 4 minutos, com o desfile dos marmanjos com suas noivinhas, de maquiagem carregada, como se fossem mulheres maduras, prontas para satisfazerem seus homens famintos de sexo no leito nupcial.
fonte: blog do Luiz Nazario: http://escritorluiznazario.wordpress.com/
26 março 2009
GRANDE REINALDO AZEVEDO!!!
Simplesmente, sensacional a passagem do Reinaldo por Florianópolis.
Excelente palestra, colocando muitos pingos nos iis e vários dedos nas inúmeras feridas que acometem a nossa pobre Kakânia.
Excesso de simpatia, paciência, carinho e atenção às duas centenas de pessoas que colheram seu autógrafo nos livros que adquiriram.
Um papo agradabilíssimo no jantar (risoto com carneiro, ambos excelentes) no Golden Café do Shopping Beiramar, com direito a três doses de 12 anos.
Revelações bombásticas dos bastidores do jornalismo e de outros temas candentes, das quais pediu sigilo, pois em breve estarão em todas as manchetes.
Enfim, uma noite inesquecível, que desfrutei ao lado da minha sempre parceira aí da foto.
18 março 2009
EXCELENTE ANÁLISE, NA ESTEIRA DA TESE DE PAUL JOHNSON.
Os Inimigos de Meus Inimigos
João Costa - 2005
O balanço de poder foi definitivamente alterado – ou melhor, tal alteração foi reconhecida como fato –; pequenos países ou mesmo organizações privadas, apoiadas por tecnologias baratas e facilidades comerciais, adquiriam poder para desestabilizar e pôr de joelhos Estados mais desenvolvidos economicamente. Outrossim, o ciclo de transformação da própria acepção e mecanismos do terrorismo parece ter finalmente sido terminado, quando as forças aparentemente desconexas – que viriam incitar o terrorismo desde os primórdios da Revolução Francesa – iriam ser integradas através de uma bandeira comum: o ódio ao ocidente em geral e à América em particular.
O terrorismo moderno é uma característica inseparável do mundo civilizado porque, primeiramente, depende dele para poder existir. É impossível conceber uma organização terrorista ativa e eficaz no contexto da Alemanha Nazista , da Rússia Stalinista ou, para citar um exemplo atual, do Iraque até então governado por Saddam Hussein ou da Cuba de Castro – a não ser, é claro, se patrocinada pelo próprio Estado Totalitário. Todavia, se o terrorismo depende de um grau de liberdade para poder sobreviver – e se sua intenção maior é a destruição da própria liberdade – obviamente isso implicaria que o terrorismo seria, em essência, autodestrutivo.
Ledo engano, os terroristas vitoriosos de hoje – ou mesmo alguns aparentemente derrotados – serão os homens de estado de amanhã. O Brasil é um exemplo clássico, com sujeitos como José Dirceu, José Genoíno e Fernando Gabeira hoje agarrados firmemente às tetas do poder.
A razão para tanto é a máxima do conquistador persa Hassan bin Sabbah Homairi (um dos heróis de Osama Bin Laden): “Os inimigos de meus inimigos são meus amigos”. Os que advogam a causa terrorista a tudo e a todos se unem no objetivo primeiro de destruir o inimigo. Como o terrorismo internacional hoje em dia é, por excelência, islâmico e já que o principal inimigo do terrorismo islâmico são os Estados Unidos no Ocidente e Israel no Oriente Médio, todas as demais forças convergem contra essas duas nações, trazendo no caminho uma série de organizações e instituições que quanto postas em conjunto dão poder inusitado ao terror.
A principal arma do terror, na atualidade, é o pensamento esquerdista. Seja a visão marxista da luta de classes, o maniqueísmo revolucionário que divide o mundo numa dicotomia vulgar e inflexível entre certo e errado, as idéias de Rousseau que valorizam ao extremo um modelo social fracassado, ou o pensamento politicamente correto que transfere o veneno marxista para todos os aspectos de nossa cultura.
Isso dá ao terrorismo um escudo moral de tamanha força que suas ações são antecipadamente perdoadas, enquanto todo esforço antiterrorista transforma-se no esforço de opressão dos poderosos contra os humildes, condenando-nos à paralisia dos derrotados.
A aliança entre as esquerdas internacionais e o Islã não deveria ser tão subestimada pelos especialistas, relegada a uma espécie de teoria da conspiração, quando a História está aí para provar, justamente, que há mais ligações perigosas entre o Islã e as esquerdas do que desconfia nossa vã filosofia.
Os ativistas islâmicos possuem enormes pontos comuns com os nazistas – ao contrário do que muitos pensam, um movimento tipicamente de esquerda –, não me refiro apenas ao anti-semitismo explicito (o desejo pela solução definitiva) e ao ódio contra a herança judaico-cristã, pilar de nossa civilização; o próprio entendimento e concepção da natureza da morte são semelhantes, como nos lembra Heitor de Paola em um brilhante artigo intitulado Islã: a conexão Nazista: “Os princípios que guiam as duas ideologias [o Islã e o Nazismo] são similares: a visão de um povo unido frente à dominação estrangeira – principalmente Ocidental – que traz deterioração moral e cultural. Ambas são ligadas, de forma bastante semelhante, à morte pelo martírio como instrumento de depuração sacrificial. A morte é vista como o supremo bem. Enquanto Hitler se baseava nas velhas lendas inspiradas nas sagas dos Nibelungen, do Valhalla como campo dos heróis nacionais mortos em combate, das Valkírias, e da superioridade do Homem Nórdico, o Islã se baseia nas lendas de Sinbad, nos Cavaleiros Árabes e do Rubayyat de Omar Kahyyam, povoadas de guerreiros e mortais que desafiam os deuses pela glória da morte pelo martírio”.
Porém, o que é ainda pior, é o fato de que a conseqüência lógica de tais idéias – o modo de depurá-las para torná-las instrumentos de ação – é a construção de um Estado totalitário e opressivo, o que tem sido visto em todas as sociedades islâmicas.
A Revolução Iraniana de 1979 foi um fenômeno essencialmente antiocidental, marcando o início de uma luta sem trégua entre os radicais islâmicos e os “infiéis” do ocidente. Contudo, foi aplaudida pelas esquerdas em todo o mundo como expressão do direito de autodeterminação dos povos. Não preciso nem lembrar que os organizadores de tal revolução estudaram quase todos em universidades ocidentais, tendo assim, bebido do veneno comum de vários dos mais sanguinários ditadores na África e Ásia, o Marxismo. Que ao invés da classe operária, os clérigos tomem todo o poder e destruam todos os vestígios da sociedade “burguesa” isto é um mero detalhe técnico. Por fim, vemos hoje Irã e Cuba trabalhando conjuntamente em diversos níveis, mas com um propósito fixo. Em sua visita ao Irã, em 2001, Fidel Castro declarou que juntos, Irã e Cuba, poderiam vencer os EUA. Tal aliança só é concebível porque as diferenças entre estes países são apenas superficiais, ambos são ditaduras corruptas que desrespeitam os direitos humanos e que pretendem servir de modelo para uma revolução em escala muito maior.
Visto que os ativistas islâmicos e as esquerdas não são forças antitéticas, podemos observar que a esquerda serve ao terrorismo islâmico primeiramente – mas não somente – em três níveis: acadêmico, jornalístico e diplomático.
Em termos acadêmicos, vemos a dificuldade mesma de definir o que é terrorismo. Quando vários estudiosos insistem na doentia concepção de que terroristas e freedom fighters sejam conceitos intercambiáveis. O problema aí reside na influência marxista que acaba por induzir os estudiosos a enxergarem o terrorismo como um movimento revolucionário das massas, o que é uma mentira das mais deslavadas. O terrorismo, especialmente o islâmico, é, de fato, um movimento intelectual de elites. Das massas eles recebem nada mais do que carne de canhão para levar a cabo os seus propósitos.
Já em termos jornalísticos nós vemos a insistente apresentação das notícias sob uma duplicidade de critérios que só não é mais ofensiva porque a mentalidade das massas já foi anestesiada. No mundo em geral – mesmo na América – e no Brasil em particular a grande mídia se presta ao papel de ponta de lança das causas terroristas por, justamente, serem incapazes de apresentá-las à sociedade como tais. Isso se dá pela influência acadêmica que, desde cedo, prepara jornalistas para serem agentes de transformação, que devem usar tudo ao seu alcance que possa favorecer as ideologias dominantes, inclusive manipular e ocultar informações. Os próprios militares brasileiros sentem isso na pele todos os dias.
Por último, vemos a questão diplomática. A ONU desde a década de sessenta é um celeiro de terroristas, seus debates, seus programas, sua própria raison d'être obedecem à lógica terrorista, disseminando anti-semitismo e antiamericanismo pelos quatro cantos do planeta, e buscando ao máximo impedir que se haja de forma mais dura contra países que apóiam abertamente o terrorismo. Todavia, a ONU nos é apresentada pela imprensa e pela intelligentsia como o que existe de melhor nas relações humanas, quando todos os crimes por trás desta organização são ocultados sistematicamente numa tentativa de pôr de joelhos até os mais poderosos estados.
É claro que terroristas islâmicos e esquerdistas de vários tipos não serão aliados para sempre. Suas diferenças, que hoje se encontram em estado de suspensão, tenderão a surgir com força total na medida em que seu poder político se expande, levando a um inevitável confronto de interesses. Haverá, obviamente, um momento de ruptura, caracterizado por extrema violência de ambos os lados.
Mas aí também já não mais importa, pois o ocidente – junto com os valores judaico-cristãos – já estará morto ou escravizado.
Os Inimigos de Meus Inimigos
João Costa - 2005
O balanço de poder foi definitivamente alterado – ou melhor, tal alteração foi reconhecida como fato –; pequenos países ou mesmo organizações privadas, apoiadas por tecnologias baratas e facilidades comerciais, adquiriam poder para desestabilizar e pôr de joelhos Estados mais desenvolvidos economicamente. Outrossim, o ciclo de transformação da própria acepção e mecanismos do terrorismo parece ter finalmente sido terminado, quando as forças aparentemente desconexas – que viriam incitar o terrorismo desde os primórdios da Revolução Francesa – iriam ser integradas através de uma bandeira comum: o ódio ao ocidente em geral e à América em particular.
O terrorismo moderno é uma característica inseparável do mundo civilizado porque, primeiramente, depende dele para poder existir. É impossível conceber uma organização terrorista ativa e eficaz no contexto da Alemanha Nazista , da Rússia Stalinista ou, para citar um exemplo atual, do Iraque até então governado por Saddam Hussein ou da Cuba de Castro – a não ser, é claro, se patrocinada pelo próprio Estado Totalitário. Todavia, se o terrorismo depende de um grau de liberdade para poder sobreviver – e se sua intenção maior é a destruição da própria liberdade – obviamente isso implicaria que o terrorismo seria, em essência, autodestrutivo.
Ledo engano, os terroristas vitoriosos de hoje – ou mesmo alguns aparentemente derrotados – serão os homens de estado de amanhã. O Brasil é um exemplo clássico, com sujeitos como José Dirceu, José Genoíno e Fernando Gabeira hoje agarrados firmemente às tetas do poder.
A razão para tanto é a máxima do conquistador persa Hassan bin Sabbah Homairi (um dos heróis de Osama Bin Laden): “Os inimigos de meus inimigos são meus amigos”. Os que advogam a causa terrorista a tudo e a todos se unem no objetivo primeiro de destruir o inimigo. Como o terrorismo internacional hoje em dia é, por excelência, islâmico e já que o principal inimigo do terrorismo islâmico são os Estados Unidos no Ocidente e Israel no Oriente Médio, todas as demais forças convergem contra essas duas nações, trazendo no caminho uma série de organizações e instituições que quanto postas em conjunto dão poder inusitado ao terror.
A principal arma do terror, na atualidade, é o pensamento esquerdista. Seja a visão marxista da luta de classes, o maniqueísmo revolucionário que divide o mundo numa dicotomia vulgar e inflexível entre certo e errado, as idéias de Rousseau que valorizam ao extremo um modelo social fracassado, ou o pensamento politicamente correto que transfere o veneno marxista para todos os aspectos de nossa cultura.
Isso dá ao terrorismo um escudo moral de tamanha força que suas ações são antecipadamente perdoadas, enquanto todo esforço antiterrorista transforma-se no esforço de opressão dos poderosos contra os humildes, condenando-nos à paralisia dos derrotados.
A aliança entre as esquerdas internacionais e o Islã não deveria ser tão subestimada pelos especialistas, relegada a uma espécie de teoria da conspiração, quando a História está aí para provar, justamente, que há mais ligações perigosas entre o Islã e as esquerdas do que desconfia nossa vã filosofia.
Os ativistas islâmicos possuem enormes pontos comuns com os nazistas – ao contrário do que muitos pensam, um movimento tipicamente de esquerda –, não me refiro apenas ao anti-semitismo explicito (o desejo pela solução definitiva) e ao ódio contra a herança judaico-cristã, pilar de nossa civilização; o próprio entendimento e concepção da natureza da morte são semelhantes, como nos lembra Heitor de Paola em um brilhante artigo intitulado Islã: a conexão Nazista: “Os princípios que guiam as duas ideologias [o Islã e o Nazismo] são similares: a visão de um povo unido frente à dominação estrangeira – principalmente Ocidental – que traz deterioração moral e cultural. Ambas são ligadas, de forma bastante semelhante, à morte pelo martírio como instrumento de depuração sacrificial. A morte é vista como o supremo bem. Enquanto Hitler se baseava nas velhas lendas inspiradas nas sagas dos Nibelungen, do Valhalla como campo dos heróis nacionais mortos em combate, das Valkírias, e da superioridade do Homem Nórdico, o Islã se baseia nas lendas de Sinbad, nos Cavaleiros Árabes e do Rubayyat de Omar Kahyyam, povoadas de guerreiros e mortais que desafiam os deuses pela glória da morte pelo martírio”.
Porém, o que é ainda pior, é o fato de que a conseqüência lógica de tais idéias – o modo de depurá-las para torná-las instrumentos de ação – é a construção de um Estado totalitário e opressivo, o que tem sido visto em todas as sociedades islâmicas.
A Revolução Iraniana de 1979 foi um fenômeno essencialmente antiocidental, marcando o início de uma luta sem trégua entre os radicais islâmicos e os “infiéis” do ocidente. Contudo, foi aplaudida pelas esquerdas em todo o mundo como expressão do direito de autodeterminação dos povos. Não preciso nem lembrar que os organizadores de tal revolução estudaram quase todos em universidades ocidentais, tendo assim, bebido do veneno comum de vários dos mais sanguinários ditadores na África e Ásia, o Marxismo. Que ao invés da classe operária, os clérigos tomem todo o poder e destruam todos os vestígios da sociedade “burguesa” isto é um mero detalhe técnico. Por fim, vemos hoje Irã e Cuba trabalhando conjuntamente em diversos níveis, mas com um propósito fixo. Em sua visita ao Irã, em 2001, Fidel Castro declarou que juntos, Irã e Cuba, poderiam vencer os EUA. Tal aliança só é concebível porque as diferenças entre estes países são apenas superficiais, ambos são ditaduras corruptas que desrespeitam os direitos humanos e que pretendem servir de modelo para uma revolução em escala muito maior.
Visto que os ativistas islâmicos e as esquerdas não são forças antitéticas, podemos observar que a esquerda serve ao terrorismo islâmico primeiramente – mas não somente – em três níveis: acadêmico, jornalístico e diplomático.
Em termos acadêmicos, vemos a dificuldade mesma de definir o que é terrorismo. Quando vários estudiosos insistem na doentia concepção de que terroristas e freedom fighters sejam conceitos intercambiáveis. O problema aí reside na influência marxista que acaba por induzir os estudiosos a enxergarem o terrorismo como um movimento revolucionário das massas, o que é uma mentira das mais deslavadas. O terrorismo, especialmente o islâmico, é, de fato, um movimento intelectual de elites. Das massas eles recebem nada mais do que carne de canhão para levar a cabo os seus propósitos.
Já em termos jornalísticos nós vemos a insistente apresentação das notícias sob uma duplicidade de critérios que só não é mais ofensiva porque a mentalidade das massas já foi anestesiada. No mundo em geral – mesmo na América – e no Brasil em particular a grande mídia se presta ao papel de ponta de lança das causas terroristas por, justamente, serem incapazes de apresentá-las à sociedade como tais. Isso se dá pela influência acadêmica que, desde cedo, prepara jornalistas para serem agentes de transformação, que devem usar tudo ao seu alcance que possa favorecer as ideologias dominantes, inclusive manipular e ocultar informações. Os próprios militares brasileiros sentem isso na pele todos os dias.
Por último, vemos a questão diplomática. A ONU desde a década de sessenta é um celeiro de terroristas, seus debates, seus programas, sua própria raison d'être obedecem à lógica terrorista, disseminando anti-semitismo e antiamericanismo pelos quatro cantos do planeta, e buscando ao máximo impedir que se haja de forma mais dura contra países que apóiam abertamente o terrorismo. Todavia, a ONU nos é apresentada pela imprensa e pela intelligentsia como o que existe de melhor nas relações humanas, quando todos os crimes por trás desta organização são ocultados sistematicamente numa tentativa de pôr de joelhos até os mais poderosos estados.
É claro que terroristas islâmicos e esquerdistas de vários tipos não serão aliados para sempre. Suas diferenças, que hoje se encontram em estado de suspensão, tenderão a surgir com força total na medida em que seu poder político se expande, levando a um inevitável confronto de interesses. Haverá, obviamente, um momento de ruptura, caracterizado por extrema violência de ambos os lados.
Mas aí também já não mais importa, pois o ocidente – junto com os valores judaico-cristãos – já estará morto ou escravizado.
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