12 julho 2014

C I V I L I Z A Ç Ã O
Série de TV exibida pela BBC no ano de 1969, em 13 episódios, escrita e apresentada pelo historiador de arte britânico Kenneth Clark (1903-1983). Ela é considerada um marco na história dos documentários sobre o assunto, abordando arte, arquitetura e filosofia ocidental.

PARTE 1
Neste primeiro episódio, "Por um Triz", Kenneth Clark trata do fenômeno da "civilização" em si. Ele não a define. Talvez porque a "civilização" seja um daqueles fenômenos tão complexos que nunca consigamos definir apropriadamente. E também porque, apenas 25 anos antes, a 2ª Guerra Mundial e o holocausto haviam colocado em xeque a legitimidade da própria ideia de "civilização ocidental".
Mas ele tenta mostrar o que "entende" por civilização e quais são os ingredientes necessários para que ela floresça. Confiança, vitalidade e um "senso de permanência" são alguns dos ingredientes elencados por ele para o surgimento de uma civilização.
Kenneth Clark também lembra, o que ecoa a Guerra Fria, que civilizações são frágeis e podem ser destruídas. No passado, as civilizações da Grécia e de Roma foram destruídas pelos "bárbaros", ao menos parcialmente.
Aliás, no caso europeu, não fosse Carlos Magno a própria "civilização ocidental", como a conhecemos, não existiria. Daí o título deste primeiro episódio.



PARTE 2
O segundo episódio é "O Grande Degelo". Kenneth Clark propõe neste episódio uma tese no mínimo desafiadora nestes tempos de recuo da religiosidade nos meios "eruditos"; a ideia de que "a civilização ocidental foi basicamente uma criação da Igreja". Para os críticos do cristianismo talvez este seja um estimulante desafio.



PARTE 3
Neste terceiro episódio, "Romance e Realidade", somos confrontados com uma revolução na arquitetura, o amor cortês e os gênios de Francisco de Assis, Giotto e Dante. Kenneth Clark fala sobre a influência e o fascínio que a "Idade das Trevas" ainda hoje exerce sobre nós.



PARTE 4
Inspirado na frase de Protágoras - "O homem é a medida de todas as coisas" - neste quarto episódio Kenneth Clark apresenta a Renascença. A filosofia humanista; a "dignidade" do homem; o retorno aos textos clássicos com maior rigor; a ideia de que o homem pode tudo; o uso simbólico da perspectiva com um tratamento matemático; uma nova estética confiante no indivíduo etc. São alguns dos temas tratados com impressionante erudição. Sem falar dos grandes gênios da Renascença: o arquiteto Brunelleschi, o escultor Donatello, o pintor Botticelli, o escritor Baltassare são alguns dos artistas abordados por Kenneth Clark.



PARTE 5
Os três gigantes da Renascença - Michelangelo, Rafael e Leonardo da Vinci - são o assunto deste quinto episódio da série. A fase heroica da Renascença com a sua mudança do nosso senso de escala do até então acanhado do período medieval e renascentista anterior para uma escala muito maior é o assunto principal. Agora, a criatividade destes gênios encontra em Roma um local apropriado para seu o desenvolvimento e mecenas dispostos a incentivá-los. Isto inevitavelmente reflete-se nas suas obras. Tudo se torna gigantesco, vasto, colossal e heroico.



PARTE 6
O sexto episódio é "Protesto e Comunicação". Com a competência e erudição de sempre, Kenneth Clark aborda a Reforma Protestante, Martinho Lutero e a tradução da Bíblia, o internacionalismo de Erasmo de Roterdã, a inexcedível vaidade de Albrecht Dürer, a reclusão de Michel de Montaigne e o ceticismo de William Shakespeare. Até que ponto o protestantismo foi uma força civilizatória? A invenção da prensa foi uma variável importante para o processo civilizatório? Estas e outras questões são tratadas neste programa.



PARTE 7
O sétimo episódio é "Grandiosidade e Obediência". Kenneth Clark trata da Contra Reforma Católica, o Barroco enquanto arte popular, a fase barroca de Michelangelo, Bernini e o seu inigualável gigantismo arquitetônico. Mas Kenneth Clark termina a sua exposição de tirar o fôlego com um questionamento incisivo: "Eu me pergunto se um único pensamento que tenha ajudado na evolução do espírito humano foi algum dia concebido num enorme aposento?".



PARTE 8
A luz é o tema do oitavo episódio da série com o título "A luz da experiência". Pelo menos desde Platão, a civilização ocidental associa luz à razão, ao pensamento. No século 17, de novo ela foi a inspiração da filosofia de René Descartes, da arte holandesa de Vermeer e Rembrandt e da ciência com Newton. A luz é o tema central que perpassa este episódio que faz um passeio pela aurora da Idade da Razão.



PARTE 9
O nono episódio - "A Procura da Felicidade" - enfoca principalmente a música do século XVIII. A música de Bach a Mozart. Este não é exatamente um período de uma arquitetura ou pintura inovadoras. É período que podemos chamar de profano e que é comumente tratado como "frívolo" pelos historiadores. Contudo, esta mesma época nos deu talvez a melhor música religiosa de todos os tempos: a música divina de Bach.



PARTE 10
O décimo episódio - "O sorriso da razão" - enfoca principalmente o Iluminismo do século XVIII. Quais foram as contribuições dos "Philosophes" para a humanidade? Por que os "philosophes" sorriem no Panteão? Quais são os dilemas da jovem democracia norte-americana? Estas e outras questões são abordadas por Kenneth Clark neste episódio.



PARTE 11



NÃO TEM O CAPÍTULO 12

PARTE 13
Neste último episódio - "Heroico Materialismo" -, Kenneth Clark tenta confrontar o pessimismo da Guerra Fria. Ele afirma que "o marxismo falhou moral e intelectualmente" e que "só nos sobrou o heroico materialismo".

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